Poemas
Autopsicografia
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
by Fernando Pessoa
Politicopsicografia
O político é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir valor
Valor que não está presente
E os que lêem o que escreve
Desconfiam do valor que tem
Não são suas as palavras que escreve
Mas dos que lhe pagam bem
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama corrupção.
by RDS
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
by Fernando Pessoa
Politicopsicografia
O político é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir valor
Valor que não está presente
E os que lêem o que escreve
Desconfiam do valor que tem
Não são suas as palavras que escreve
Mas dos que lhe pagam bem
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama corrupção.
by RDS

1 Comentários:
Às 12:01 PM ,
mood disse...
AH POETA D'um raio!!!Dá-lhe forte e feio
(levanto-me e bato palmas)
:)
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